domingo, 21 de maio de 2017

Por que todos não seguem a Teoria Moderna do Portfólio?

Olá pessoal,

Quando estudamos MPT na academia, tudo parece muito simples. Vamos realizar os cálculos sugeridos (retorno médio, desvio-padrão e correlação) pelo modelo, aplicar em nossa carteira, escolher onde queremos nos posicionar na curva ótima de risco x retorno, rebalancear a cada ano, e ficaremos ricos. Será?

Claro que não!

A Teoria Moderna do Portfólio como foi desenvolvida por Markovitz leva em conta algumas premissas que não são claramente divulgadas, mas que podem ser acessíveis a quem se propõe a estudá-la. Quando se conhecem as premissas, fica mais fácil entender o porquê ela não pode ser facilmente aplicada na prática. Vejamos as principais:

1- A utilidade da riqueza assume função quadrática: isso significa que quanto maior a riqueza, mais averso ao risco o investidor se torna. Ou seja, quanto mais dinheiro tenho, menos risco corro. Isso é o que está na fórmula, porém não acontece na prática: W - b(W)2; sendo b índice de aversão ao risco.
Daí entra a teoria da prospecção (também prêmio Nobel) para explicar como funciona nossa mente e derrubar a matemática de Markowitz. Na prática isso não é observável. Tchau Markowitz.

2- Na curva não devem haver restrições ao investimento. Na prática não conseguimos criar portfólios com posições vendidas em ações por muito tempo devido ao risco e custo da venda de ações no Brasil. Além disso, existem restrições de capital que pode ser alocado na venda devido a garantia exigida pelas corretoras. Outro ponto contrário é a alavancagem da carteira que devido ao custo, também não tem dado bons resultados no Brasil. Outro ponto negativo é o número de ativos. Temos no Brasil ainda certa restrição ao investimento no exterior e acesso à diversificação adequada, em especial no mercado futuro e de opções que ainda estão em desenvolvimento em nosso país, dificultando uma boa alocação que permita mover a fronteira eficiente para esquerda. Somos forçados a investir numa fronteira desviada à direita com maior risco para um determinado nível de retorno.

3- A distribuição dos retornos seguem a normalidade. Outra premissa totalmente teórica. Na prática isso não acontece. A distribuição dos retornos das ações segue uma distribuição leptocúrtica. Ou seja, apresenta caudas mais gordas que a curva normal. Além disso os retorno não são simétricos ao redor do centro e sim desviados à esquerda (skew negativo). Na prática não tem como aplicar esse conhecimento, visto ser simplismente inaplicável para o mercado ao qual se propõe!!! Tchau Markowitz.

4- MPT considera apenas um período. Ou seja, considera que os retornos são independentes no tempo. Isso infelizmente não acontece em longos horizontes. Se isso fosse verdade, as informações dos últimos 5 anos nada poderiam nos afirmar sobre os próximos 5 anos, já que eles seriam independentes. Na verdade os retornos apresentam características de retorno à média ao longo do tempo. Existem vários estudos mostrando isso. Novamente, tchau Markowitz.

Acho que esses argumentos já são suficientes para entender porque a Teoria Moderna do Portfólio apesar de linda no papel, não pode ser aplicada na prática, embora seus conceitos teóricos sempre pairem na cabeça dos alocadores de ativos durante a composição de suas carteiras.

Abraço a todos e bons trades,
Holanda Trader.

Trade encerrado!

Olá pessoal,

Fomos acionados no stop-loss do trade de compra de Ibovespa Futuro aos 64000 pontos com stop loss aos 62.500 pontos. Trade encerrado quando possível pela volatilidade anormal da semana passada.

Tratou-se de um evento classificado como Cisne Negro. Para quem ainda não estudou as obras de Nassim Taleb, trata-se de eventos raros, imprevisíveis e de alto impacto, porém facilmente explicáveis DEPOIS que acontecem.

Seguimos comprados nas ações recomendadas pelo nosso Setup (nenhuma deu saída na última semana) e nos ativos de renda fixa. Apesar do alto beta da carteira de renda variável e do longo durations dos nossos títulos de renda fixa (ultrapassamos os 200% do CDI até o início de Maio), nosso prejuízo total ficou em torno de 5% do portfólio, graças ao grande Alpha da nossa estratégia Holanda Trader e alguns princípios da Teoria da Mínima variância aplicados.

Nossas teses macroeconômicas em nada foram abaladas pelo movimento da semana passada. Revisando resumidamente:

1- Juros: Segue tendência de queda. Seguimos comprados fortemente em pré-fixados curtos e longos; indexados curtos e longos; e pequena porção atrelada ao CDI. Segunda-feira avaliaremos o relatório FOCUS e a curva de juros futuros para reavaliar nossas posições. A princípio nada muda.

2- Ações: Segue tendência de alta. Seguimos comprados fortemente (alocação máxima por perfil) nas ações recomendadas pelo Setup Seguidor de Tendência Holanda Trader.
Nada mudou semana passada, exceto pelo trade anunciado aqui no blog, o qual foi stopado pois com a alavancagem não podemos permitir stop loss grande. Tivemos que cortar o prejuízo enquanto pequeno. Caso Ibovespa retome o movimento de alta, avaliaremos nova entrada.

3- Ouro: Segue em alta em dólar. Mantenho compra de pequeno percentual para fins de hedge e diminuição do volatilidade do portfólio. Lembro que a compra do ouro deve ser dolarizada, não em Real como é negociado na nossa bolsa. Caso compre em Real, tem que fazer o hedge da moeda para neutralizar a variação cambial.

4- Imóveis: Segue com baixa expectativa de recuperação. Apesar da alta recente nos FIIs, estamos de fora do mercado imobiliário.

5- Commodities: Estamos de fora, embora belos movimentos tenham acontecido recentemente no boi, milho e minério de ferro.

6- Hedge Funds: Sigo comprado em alguns raros fundos de hedge com fins de diversificação de estratégia e diminuição de volatilidade. No momento focando em fundo macro e seguidores de tendência. Nenhum long-short.

Por enquanto é isso. Nada de novo no horizonte. Estamos começando a estudar a saída da curva de juros pela proximidade do final do ciclo de queda dos juros, mas o cenário ainda está distante de materializar e por enquanto nada a fazer.

Abraço a todos e bons trades,
Holanda Trader

sábado, 15 de abril de 2017

O que aprendi com David Swensen

Considerado um dos maiores gestores de recursos do mundo, David Swensen é o responsável pela gestão do patrimônio da Universidade de Yale. Quando tomou a gestão em 1985 tinha pouco menos de 1 Bilhão de dólares. Em 2010 o patrimônio valia 16,7Bilhões. Não podemos esquecer ainda que ele é considerado o “inventor” dos swaps. Tudo bem, swap em 2008 se tornou palavrão e arma de destruição em massa, mas não podemos negar a importância desse veículo financeiro e que ainda faz trilhões em negócios no mundo todo nos mais diversos mercados. Claro que não mais com a rentabilidade de quando foram criados, hoje o mercado de swaps está muito mais eficiente.
 Fiz as contas: 11,92%a.a. Considerando que a bolsa lá sobe cerca de 8%a.a. e os títulos públicos são de baixa remuneração, é um resultado extraordinário. A forma de gerir de Swensen se tornou famosa e é chamado “Modelo Swensen”.
Primeira coisa que fez quando assumiu: buscou modelos em outras universidades e outros gestores. Antes disso ele nunca tinha feito gestão de portfólio. O que encontrou? Portfólios compostos de 40% bonds e 60% ações americanas. Ué! E o princípio da diversificação tão ensinado nas universidades? Por que não aumentar a diversificação para diminuir a volatilidade (variância) para o mesmo nível de retorno ou até aumentar o retorno para o mesmo nível de volatilidade?
Outro problema que encontrou nos portfólios de outras instituições: havia uma boa parte do portfolio que não estava em ações. Ué, mas se o mercado acionário dá o maior retorno histórico e o objetivo é de longuíssimo prazo, porque não aumentar a exposição a ações? Sua primeira dúvida veio em determinar sua alocação estratégica. Quanto colocar em cada classe de ativo? Ações domésticas, ações internacionais, bonds, venture capital... A segunda preocupação: fazer Market Timming? Ele fez através de pesos diferentes em diferentes mercados acionários de diferentes países. Exemplo, se o mercado acionário norteamericano estava considerado caro por métricas de valuation, ele aumentaria o peso em ações emergentes mais baratas. Não seria o timming de acertar movimentos do mercado como os elliotistas fazem, mas um timming baseado em alocação tática de diferentes países, em diferentes mercados acionários. Outra dúvida: seleção de ativos. Comprar fundos de índice ou fazer gestão ativa para bater o mercado?
Vamos lembrar que o mercado é um jogo de soma zero, ou mais precisamente, um jogo de soma negativa devido aos custos envolvidos. A soma do que um ganha deve igualar o que o outro perde ou deixa de ganhar.
Alocação de ativos é o principal determinante dos retornos dentro dos fatores que podemos modificar. O maior de todos é o movimento do mercado (nota minha). Se você faz day-trade, alocação tem peso zero nos seus retornos. Nesse caso todo seu retorno vem do Market timming. Market timming é caro, assim como seleção de ativos.  Não é o caso da Yale. Eles tem um portfólio de longuíssimo prazo e a alocação faz toda diferença. Então, ao tirar o sistema de Market timming e seleção de ativos, você já elimina dois pontos de alto custo dentro do seu portfólio e cujos retornos tendem a zero, ou mais realisticamente, tendem a negativo devido aos custos envolvidos.
Bem, ações dão o maior retorno histórico. Então porque não colocar 100% do capital em ações? Lembram a crise de 29? As ações de empresas pequenas (as mais rentáveis historicamente) chegaram a perder 90% de seu valor. Então seria psicologicamente intolerante colocar 90% do patrimônio em risco, pois a partir de determinado ponto tendemos a achar que o jogo está perdido e não tem mais volta. Provavelmente antes de perder os 90% já teríamos vendido toda posição e voltado para os títulos do governo com a promessa de que nunca mais compraríamos ações, apenas para ver o mercado subir forte nos próximos 50 anos. Daí a importância de diversificar para diminuir a volatilidade do portfólio.
Um estudo da Morningstart por 10 anos em fundos mútuos comparou os retornos de fundos com retorno no tempo e retorno em capitalização. Para todos os períodos estudados, os retornos em capitalização superaram o retorno no tempo, mostrando que os investidores entravam e saíam dos fundos nos piores momentos. Daí o porque o retorno no tempo era sempre menor e o retorno dos fundos que mais recebiam aportes eram aqueles que tinham acabado de ter bom desempenho, apenas para ter um mau desempenho log após. E os fundos que mais perderam capital foram aqueles que tiveram um desempenho ruim no curtíssimo prazo. Ou seja, os investidores tendem  a entrar após um desempenho bom e sair após o desempenho ruim. O ideal seria o contrário. Ou seja, não tente fazer Market Timming. Na média não é possível.
Outro estudo avaliou os 10 melhores fundos de tecnologia na bolha de 2000. Investidores perderam 72% (9,9Bilhões) do dinheiro investido nesses fundos após o estouro da bolha. O retorno desses fundos foi em média 1,5% a.a. nos últimos 6 anos. Como podem ter perdido se os fundos deram resultados positivos? Obviamente quase ninguém estava investido em 1996, 1997, 1998, e em 1999 quando os retornos se tornaram estratosféricos, houve um grande influxo de capital. Logo após houve o estouro da bolha e resgatam seus prejuízos. Novamente: não façam Market timming. Você não é capaz.
Qual sua chance de escolher a melhores ações para bater o mercado? Bom, você pessoa física, praticamente nenhuma. Considerando que você escolheu gestores profissionais de fundos de ações para fazer essa seleção para você, após 10 anos, apenas 14% dos fundos tiveram resultados melhores que o índice. Nesses 14% já está incluído o viés de sobrevivência, pois dos 30361 fundos iniciais, 11232 fecharam, provavelmente por péssimos resultados. A fusão de fundos com resultado ruim em outro de bom resultado é outra forma de ocultar os más-resultados. Ou seja, mais de 1/3 dos fundos fecharam. Mesmo assim, apenas 14% conseguiu bater o índice.
Num mercado eficiente como o mercado de ações americano, ao melhor a fazer é seguir o benchmark. Suas chances de bater o índice no longo prazo são muito pequenas. No mercado de títulos, a eficiência é ainda maior, na média os retornos não variam mais que 0,5% a.a. Large caps 2% a.a., ações internacionais pode chegar a 4% a.a., imóveis 9,3%, venture capital 43% de ineficiência.
As críticas ao Modelo Swensen: no pânico apenas 2 coisas importam – segurança e diversificação. Se colocarmos 30% em títulos, estaremos diminuindo a volatilidade, mas incorrendo num grande custo de oportunidade pois logo após o pânico, 6, 12 ou 18 meses o mercado recupera e deixamos de lucrar nos 30%. Críticas a colocar ativos alternativos no portfolio, porém foram os grandes retornos do portfólio: bonds 5,9%aa, private equity 6,2%, imóveis 6,9%, absolute return 11,1%aa, oil and gas 27,1%a.a. Então, se você tem um horizonte de tempo muito grande faz sentido desviar o portfolio em direção a alternativos e ações.
Outras instituições em média tiraram 4% aa. Yale conseguiu em 25 anos 13,1%a.a. O maior retorno em instituições nos EUA. Swensen é uma lenda viva e certamente tem muito a nos ensinar em gestão de portfólio para o longo prazo.
O trabalho do gestor não é selecionar os melhores ativos. Ele faz parcerias com outras instituições que executem esse trabalho para ele. Encontrar os melhores gestores de fundos de hedge, os melhores gestores de ações pequenas, etc. Esses agentes atuam em favor da universidade. Lembrando que Yale não paga impostos e isso influi muito nos resultados quando comparado com a pessoa física. Outro ponto importante é que a maioria dos indivíduos e instituições não tem como fazer seleção ativa de ativos para bater o mercado. Poucas horas por semana não são suficientes para isso. Yale tem as parcerias que conseguem bater o mercado. A pessoa física não deve sequer tentar fazer isso. Compre fundo de índice e rebalanceie quando necessário. Faça uma boa alocação de ativos e mantenha dentro dos limites pré-determinados. Por exemplo, ele sabe que setores como biotecnologia são pouco eficientes ainda e ele tem um gestor que consegue bons resultados nessa área.
Swensen recomenda ou ser agressivamente ativo ou ser totalmente passivo! Ambas as estratégias podem ser vencedoras. A maioria das pessoas fica no meio, com parte passiva e parte do portfólio ativa e terminam pagando por gestão ativa e tem retornos abaixo da média. Isso não funciona.

E para terminar, assim como eu, Swensen não concorda com o uso do Sharpe para medir risco (apenas mede variância). Quanto mais ilíquido o portfolio, mais falsamente alto será o Sharpe, pois não haverá cotação e oscilação diária para aumentar o desvio-padrão.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Início da compra alavancada no Ibovespa

Olá amigos leitores do Blog Holanda Trader!

Iniciamos neste exato momento (06/04/17 às 16h) a compra alavancada em 200% da nossa posição total no índice futuro de Ibovespa aos 64.000 pontos.
Nosso stop loss está nos 62.500 pontos e alvo de lucro nos 75.000 pontos.

Racional do trade se deve à possível conclusão do abc corretivo que se iniciou ontem e atingimos a retração de 61,8% do último movimento de alta com stop no fundo do que seria a onda 1. Estamos com um risco de 1.500 pontos para um alvo de 11.000 pontos, o que nos permite entrar com folga nesse trade.

Vamos acompanhar. Se viermos a perder o último fundo, então a contagem das ondas está errada e não vale a pena continuar comprado.

Abraço a todos e bons trades,
Holanda Trader

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Quando alavancar?

Olá Amigos seguidores do Blog Holanda Trader!

Depois de algumas semanas corrigindo a onda i/3, mercado resolveu fechar a onda ii/3 e encerramos semana passada nossa posição vendida em índice futuro.

Agora estamos iniciando a onda iii/3/(3). Em outras palavras, estamos já iniciando a onda mais forte de todas no Ibovespa. Este é o exato momento em que estamos olhando o mercado no intra-day para executar a entrada alavancada de nossas posições. Continuamos plenamente comprados segundo o Setup Holanda Trader e em busca do minuto exato para compra alavancada do índice futuro. A princípio vamos alavancar em 100% nossa posição, podendo chegar a 200% a depender das extensões e retrações de Fibonacci que conseguirmos pegar.

O objetivo inicial é comprar em torno dos 65000 pontos e segurar até os 75000 pontos, onde deverá finalizar a onda impulsiva atual, acredito que em torno de Agosto/Outubro Depois corrigiremos numa 4 provavelmente já próximo ao final do ano. Não podemos fazer previsões, mas podemos operar quando as ondas de Elliott nos fornecem raras configurações impulsivas muito fortes com stop loss curto, como é o caso agora. Nosso stop-loss estará logo acima do topo da última onda formada dentro da impulsiva atual, o que nos deixa com uma relação retorno x risco excelente.

Bem, este post foi só para dizer isso. Hora de comprar e comprar tudo que puder, dentro do seu manejo de risco.

Abraço a todos e nos vemos em breve,
Holanda Trader.

quinta-feira, 2 de março de 2017

O maior trade da história! Fechado.

Olá amigos e clientes da Consultoria em investimentos Holanda Trader!

Hoje foi um dia histórico na nossa carteira. Fechamos o trade mais rentável da nossa história (lá se vão 13 anos de trading) e num curto período de tempo. Não pude divulgar antes aqui no blog, pois uma das promessas que fazemos aos nossos seletos clientes é exatamente de não divulgar os ativos da nossa carteira até que o trade tenha sido fechado.

Como encerramos o melhor trade da história hoje, posso publicar.
Foram mais de 1000%. Como? Sim, vou repetir: mais de Hum Mil Porcento desde o nosso ponto de entrada. Em outras palavras, o capital inicial se transformou em pouco mais de 11x o valor inicialmente investido. Vamos supor para quem investiu 10.000,00 tirou hoje mais de 110.000,00.
Quem investiu 100 Mil nesta ação na data que recomendamos, hoje tirou mais de 1.100.000,00 (mais de hum milhão de cem mil Reais).

Tá bom? kkkkk

Em parte tivemos sorte de acertar nesta ação dentre outras poucas que temos na carteira. Em outra grande parte, mérito do Setup Holanda Trader. Seguidor de tendência por essência, consegue capturar esses movimentos raros, porém gigantescos no mercado acionário.
Parabéns aos que confiaram no sistema, entrando e saindo quando recomendado. Já enviamos o relatório atualizado com a nova ação em que estamos comprando com o dinheiro obtido neste trade.

A ação em questão foi MGLU3. Não vou postar o valor exato de entrada, nem a data, pois isso poderia dar margem a especulações de como funciona o Setup, mas podemos afirmar que foram pouco mais de 1.000% de rentabilidade em apenas um trade que se iniciou em 2016 e finalizou hoje ao atingir nosso stop loss nos R$200,00. Nosso stop estava bastante curto dado a forte movimentação dos preços recentes, o que faz com que o nosso algoritmo suba o stop em resposta ao aumento da volatilidade positiva, de forma a manter o risco por trade e o risco total do portfólio dentro da margem recomendada. Saímos hoje em torno dos 200,00, sem stress e sem problemas de liquidez.

É isso. Seguir tendências não tem muita graça, não te faz o cara mais interessante da festa, não te faz contar muitas emoções. Se o objetivo é ganhar/multiplicar dinheiro, objetivo atingido. O restante fazemos fora dos mercados.

Na visão geral, seguimos comprados em Bolsa. Por Elliott Wave estamos na onda 3/3, a mais forte do movimento de alta que deve durar mais alguns anos e está apenas em seu início. Descolamos da linha inferior do canal de alta ano passado. Os ciclos econômicos da Bolsa por aqui duram cerca de 7 anos, segundo minhas análises. Temos muito chão pela frente. A hora é agora. Não haverá outra oportunidade dessa nos próximos anos. Compre, mas saiba o que comprar, e o mais importante: quando vender e embolsar o lucro.

Se precisar de ajuda, basta mandar um email para holandatrader@hotmail.com

Abraço a todos e bons trades,
Holanda Trader

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O risco médio de sua carteira é igual à média dos riscos dos ativos?


Enquanto assisto aulas com os excelentes professores da Universidade de Genebra, várias idéias me veem à cabeça.

Já li, reli, assisti repetidas aulas sobre Markowitz e diversificação de portfólio. Li um livro crítico do assunto. Vejo todos os dias as revistas divulgando índice Sharpe de fundos de investimentos (e pior) e rankeando gestores pelo seu índice Sharpe. Que pena. Uma idéia magnífica adotada de maneira terrível. Usar Markowitz ao pé da letra seria mais ou menos como levar a bíblia ao pé da letra. Méritos enormes para a fundação teórica, mas falta conhecimento dos aplicadores da teoria. Bom, essa é a regra geral, conheço alguns poucos que entendem muito bem como usar o princípio da diversificação.
Se tomarmos a medida de risco como volatilidade (não uso na prática esse conceito errôneo ensinado em algumas escolas de finanças), estaremos usando o desvio-padrão. Medida de dispersão. Ora, se a dispersão dos retornos é grande, tenho uma grande curtose, porém não me diz nada se a curtose é positiva ou negativa. O índice Sharpe penaliza igualmente as variâncias, sejam elas positivas ou negativas! Se eu tenho uma estratégia de investimento que se apóia nos retornos obtidos em eventos de cauda (raros), teremos uma estratégia cujos retornos terão uma enorme variância, ou seja, teremos muitos períodos próximos à média (quando nada está acontecendo e o retorno real é próximo a nulo), e teremos alguns poucos períodos em que teremos grandes retornos (de onde vem toda rentabilidade da estratégia). Porém esses raros períodos de grandes retornos são mais frequentes que a estatística classicamente divulga (vide estarmos com ação dando quase 700% de lucro em nossa carteira e já obtivemos outros cases parecidos em 13 anos de trading). Voltando, esses retornos gigantescos são os grandes diferenciais de rentabilidade do Setup Holanda Trader, e são neles que nos apoiamos e tanto nos preparamos para capturar. É difícil acertar, mas quando acertamos ficamos no movimento até seu fim. Quando é o fim? Fica para próxima postagem. Mas voltando à idéia que queria passar... esses retornos que tanto desejamos são os responsáveis por dar um baixo índice Sharpe à estratégia. Afinal, se tomamos o conceito de risco como volatilidade (errado), um retorno muito grande dentre uma maioria de retornos próximos ao CDI é um fenômeno de grande variância da média, e por consequente, volátil, e ainda, com grande desvio padrão, ou seja, pela métrica de risco = volatilidade, isso significa que quanto mais lucrarmos seguindo tendência, maior será a variância dos retornos e menor será nosso índice Sharpe. E aí? Deu para entender por que variância não é igual a risco? Entendeu por que volatilidade não é necessariamente algo ruim? Depende se a curtose é grande e o skew positivo ou negativo, mas no cálculo simplístico que os jornalistas fazem para classificar fundos ou gestores, não entendem isso e não consideram se a variância dos retornos está no lado positivo ou negativo da média. Apenas vêem que os retornos variam e fogem da média.
Santa incompetência!

Talvez algum dia eles aprendam sobre o conceito de semi-desvio-padrão. Esse sim, seria o idealmente utilizado para medir retorno x risco, pois ele considera apenas as variâncias abaixo da média! Então podemos dizer que estratégias com baixo semi-desvio-padrão apresentam pouco risco, pois a probabilidade de perder dinheiro, ou seja, de um evento com retorno negativo, é pequena.

Se temos um desvio-padrão maior que o semi-desvio-padrão significa que a estratégia obtém lucro na maior parte de eventos de cauda acima da média, ou seja, é uma estratégia de alto retorno e baixo risco. São distribuições com alta curtose e skew positivo. Isso sim! Isso que queremos, isso que buscamos! Semi-desvio-padrão menor que o desvio padrão! Desvio-padrão alto por si só , não me diz nada quanto à qualidade do gestor ou da estratégia! Ao contrário! Desde que o semi-desvio-padrão seja baixo, quanto maior o desvio-padrão, melhor!

E agora, deu pra esclarecer como a mídia continua enganando as massas? Nesse caso acredito mais em incompetência a tentativa de obter algum benefício. Quanto aos gestores que perseguem altos Sharpes, uma pena, normalmente obtêm baixa rentabilidade comparados aos que operam buscando retornos absolutos e que não precisam se preocupar em perder clientes se seu Sharpe cair.

Fica a pergunta do título: o risco médio de sua carteira é igual à média dos riscos dos ativos?
Se for, provavelmente você ainda não entendeu Markowitz e seu portfólio está sofrendo em rentabilidade e seu psicológico sofrendo no risco.

Quanto ao índice Sharpe e medidas de risco usado pela indústria, cuidado com as interpretações. Talvez um Sharpe alto não te deixe rico, enquanto um não tão alto possa te enriquecer. Depende do retorno associado e da possibilidade da estratégia capturar eventos de cauda.

Setup Holanda Trader cumpre com todos esses requisitos. Não é a toa que obtemos excelentes resultados há tantos anos.

Abraços e bons trades,
Holanda Trader